terça-feira, 26 de abril de 2011

Confesso que ando muito cansado, sabe?
Mas um cansaço diferente. Um cansaço de não querer mais reclamar, 
de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.
(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A gente descobre que está ficando velha quando...

- Calça 38 só com “reza braba”; (Na verdade a 38 virou 42, mas a gente fala que veste 40)
- Emendar balada com trabalho já não é tão simples assim;

- A gente finalmente entende que não adianta espernear que ele não volta;
- Conselho de mãe finalmente começa a fazer sentido;

- A gente percebe que homem misterioso/confuso na verdade é um porre;
- A companhia é mais importante que o lugar;

- A baladinha da moda que todo mundo vai é o último lugar que você quer ir;
- A gente se da conta que é mortal e as pessoas que amamos também (portanto, reclame menos e aproveite mais);

- O que as pessoas falam sobre você realmente não interessa (a não ser que seja um amigo ou parente muito querido);
- Você pode não ter ficado mais confiante, mas você disfarça bem que é uma beleza;

- Ser feliz fica mais simples e você começa a dar valor ao que realmente tem.


“Continuo viva”, pensou enquanto abraçava o próprio corpo e erguia a cabeça rumo ao céu. “Continuo viva”, reafirmou ao sentir o calor da imensa bola de fogo tocando cada parte de seu corpo, sentiu cada poro se abrindo, o arrepio surgindo e ele ainda caminhando atrás dela, em passos lentos como sempre fazia,partindo. 
  - Certas coisas a gente não explica, Sara. Simplesmente não dá mais pra mim.
Ela então se lembrou de uma música que gostava muito que dizia “algumas coisas são melhores se deixadas desconhecidas” e pela primeira vez na vida parou de questionar, decidiu que deixaria a vida seguir seu curso, o amor bater em seu tempo e aceitar os acontecimentos. Sentiu um imenso nó no peito, uma repulsa no estômago e as pernas bambas ao pensar que Tom, que estava ali tão lindo como sempre, parado à sua frente com aquele meio sorriso, olhos apertados e braços cruzados, dali em diante não estaria mais. Doeu pensar que ela teria que vê-lo partir e ficar com todas as lembranças pra si, pra serem destruídas, ou serem arquivadas, relembradas quem sabe. Seu olhar era fixo, seu pensamento era vago.
  - Sara – ele a tocou no braço a fazendo acreditar por um momento que tudo fora um sonho – não vai dizer nada?
Ela então segurou a mão que a tocava, colocou em sua cintura e jogou os braços em volta do pescoço daquele que ela tanto gostava, daquele com quem ela havia dividido parte de sua história, entregado muito de si, confinado segredos, trocado olhares, beijos, carícias, trocado um pedaço de alma, dado um pedaço enorme da carne vermelha e sangrenta denominada coração. Sara sentiu quando ele a apertou um pouco mais e suspirou. Ficaram ali entregues um ao outro até que cada um pudesse guardar o cheiro, o gosto, o jeito, o corpo, o sentimento, o toque do outro. Ficaram tão entregues um ao outro que por um instante pareceram um. Um par perto de virar ímpar. Ela guardaria aquele abraço; ele guardaria aquela sensação; ela guardaria os beijos; ele escolheria guardar a diversão; ela se arrependeria depois por ter se entregado tanto; ele se arrependeria depois por ter achado que não merecia esse tanto; ou talvez não. Talvez com o fim do abraço fosse o fim de uma história.
  -Você precisa se cuidar – ele disse em seus ouvidos.
  -Vou sentir sua falta – foi o que ela conseguiu responder.
Quando enfim se soltaram, olharam-se pela última vez, flashs aparecendo na memória de cada um: primeiro encontro, primeiro beijo, discussões, brincadeiras. Ele então se virou, colocou as mãos nos bolsos e partiu em passos lentos rumo ao leste. Era dolorido demais vê-lo ir embora, então Sara virou-se, fechou os olhos e ajoelhou. Desabou. Durante cinco minutos ficou ao chão, lamentando pela partida de alguém tão querido, mas uma voz interna lhe disse: “Você continua viva. Com um pedaço a menos de você, mas com um pedaço enorme daquele cara, e isso vai te fazer viver. Estamos aqui pra, no fim, levar quase nada de nós e muito dos outros. Os pedaços são nossos combustíveis, os outros são nossos postos. E como todo posto, toda estação, devemos passar e deixar que passem também. A menina de olhos cor de esmeralda se levantou, abraçou o próprio corpo,  ergueu a cabeça aos céus e em pensamentos disse a si mesma: “Continuo viva e isso é tudo que preciso para viver hoje”.

quarta-feira, 13 de abril de 2011



 
“O intervalo de tempo entre a juventude e a velhice é mais breve do que se imagina.
Quem não tem prazer de penetrar no mundo dos idosos não é digno da sua juventude.
Não se enganem, o ser humano morre não quando seu coração deixa de pulsar,
mas quando de alguma forma deixa de se sentir importante.”


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Você imagina quantas mulheres existem em mim?



 "Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria)."

Fernanda Mello.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cada pessoa é uma mistura das suas escolhas e desejos...



 
"A grande questão a ser respondida pelo homem, não é quem sou, mas o que desejo. Nós somos definidos pelos nossos desejos, pelas escolhas que fazemos influenciados por eles. Mas por que os seres humanos costumam fazer coisas que não querem ou que não sabem que querem? Por que costumamos ser tão cegos aos nosso próprios desejos? Essas são as perguntas que nem Freud nem qualquer estudioso da mente humana jamais conseguirá responder com perfeição. Porque além do nosso grande desconhecimento sobre nós mesmos, somos confrontados com o acaso ou um acidente o tempo todo... Mas ainda assim, perdidos em meio ao caos de uma teia de coincidencias, os seres humanos conseguem ter momentos plenos de felicidade e sentido, e é neles que conquistamos a impermanência."
(Michel Melamed)






"Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas... Perdoe-as assim mesmo. O que você levou anos para contruir, alguém pode destruir de uma hora para outra... Contrua assim mesmo! Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja... Seja feliz assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante... Dê o melhor de você assim mesmo!
Veja que, no final das contas, é entre você e Deus, nunca foi entre você e as outras pessoas."


terça-feira, 5 de abril de 2011



"E eu sempre digo que posso ter uma solidão medonha,
mas sempre vai haver um vasinho de flores num canto. A gente pode enfeitar a amargura."
(Caio Ferando Abreu)



GEEENTE, NÃO ADIANTA!




Você pode varrer a sujeira pra debaixo do tapete, você pode embolar tudo e fechar o armário...
Mas, espera aí... você vai aguentar a bagunça da sua vida até quando?
Você vai fingir que esta tudo em ordem pra que?
         Ah... dá um tempo!
Um conselho: "Limpa a sua sujeira".
Limpa suas feridas, limpa a sua alma.
Faz uma faxina nesse coração, e preste atenção: Faz isso logo porque dá rato!

"A ordem é desocupar lugares, filtrar emoções."
~ Que bons ventos tragam boas e maravilhosas energias!


A gente se acostuma, mas não devia...

 A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
 A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
  A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
 A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.  
 A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
 A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade.
 A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
 A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
 A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida... Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

"(...) É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera."




"Já perdemos muito tempo brincando de perfeição, agora é bola pra frente... no mais perfeito caos."


"Hey, garota, faça um favor: não fique esperando.
Já lhe fizeram sofrer demais.

Já lhe fizeram feliz demais.

Tá na hora de você mesma fazer algo por você,

e só você pode fazer!"



Nada há de digno em ser superior a outra pessoa.
A única nobreza genuína é ser superior a seu antigo eu.


“Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique.”


“É burro cantar coisas que eu, tu, ele, nós sentimos?
É brega ter desejos e carências e dores e suspiros assim, de gente?
Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique.”
Caio Fernando Abreu


Anota aí pro teu futuro: "Os beijos bons precisam começar em nós!"



 É uma benção inestimável receber amor. Mas quando dói, a gente precisa cuidar da própria dor com o carinho com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros. Com a atenção e a suavidade com que tantas vezes cuidamos de outras vidas. Os beijos bons precisam começar em nós. (Ana Jácomo)


terça-feira, 29 de março de 2011



Eu gostaria de agradecer pelas inúmeras vezes que voce me enxergou melhor do que eu sou.
Pela capacidade de me olhar mais devagar... Já que muita gente já me olhou depressa demais.

(Pe. Fábio de Melo)

"Somos as crianças que eles deixaram crescer."


"Podemos sair de casa há anos, e o quarto que abandonamos é conservado pelos pais. Não modificam uma vírgula de nossa letra. Não alugam, não fazem reforma, não mudam as estantes, não trocam a pintura, a fechadura e os tapetes. Nós alteramos a infância, não os pais, que em qualquer idade nos enxergarão pequenos. Nos enxergarão como se ainda fosse possível resolver a tristeza e a dor com um colo. Quando voltamos para residência familiar, separados ou exilados, desempregados ou desencantados, descobrimos o quanto eles nos amam. Amam a criança que fomos. Nenhuma boneca foi jogada fora, enfileiradas pelo tamanho. Nenhum carinho desperdiçado. As canetas coloridas da escola guardam tinta. As agendas estão na gaveta, com as fotos dos amigos e as primeiras confidências. Os pôsteres das bandas de rock, que hoje nem fazem sentido, permanecem atrás da porta branca. As revistas proibidas seguem escondidas em uma madeira solta debaixo da cama.
A mesma cômoda onde escrevemos cartas de amor e varamos a noite estudando para provas.
O mesmo abajur preto, com problemas de contato.
O mesmo enxoval, como se tivéssemos passado um longo final de semana fora (um final de semana que pode ter durado vinte anos), e retornássemos de uma hora para outra.
O mesmo travesseiro com cheiro de nosso pijama.
Os mesmos cabides e espelho.
Até a pantufa nos aguarda, com a plumagem desalinhada de ovelha. 
Tudo em ordem e recente, a apagar que lacramos a porta com um adeus, a esquecer que viramos o rosto para sermos felizes com nossas famílias.
Os filhos são dramáticos e se despedem com adeus, mas vão voltar e voltam, mesmo que seja para se despedir verdadeiramente. 
E não é apenas a aparência do quarto que resiste intacta. É o jeito como os pais nos tratam, sem censura e castigo, sem julgar as escolhas e precipitar arrependimentos.
Em silêncio, a mãe fará o bolo de laranja predileto. Ruidoso, o pai perguntará se não queremos caminhar com ele. Ao sair, a mãe dirá para não esquecer o casaco, o pai avisará para nos cuidar e voltar cedo. O tratamento é idêntico, insuportavelmente idêntico à adolescência. A velhice não ameaça o amor. 
Apesar de confiarmos que somos outros, os pais continuam nossa vida. Não interessa a cor de cabelo, a tatuagem, o piercing, a cicatriz, a ferida, a alegria ressentida, os fios grisalhos e os divórcios, os pais acreditam que somos os mesmos. Somos as crianças que eles deixaram crescer.''

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ame. Deseje. Queira. Mas nunca precise.


"Já não tenho mais idade para, dramaticamente, usar palavras como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas, aos poucos,  fui aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Substituí expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse é o meu jeito de continuar, o mais eficiente e também mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."

"Porque quanto mais alto eu voar, maior será o tombo"
Prefiro ficar com meus pés no chão, mesmo que com isso eu não sinta mais a brisa suave lá em cima.


haha! Pra descontrair um pouco ;] - mas é por aí...


"É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê." (Los Hermanos)


Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor pra mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: "Tomara que as nossas vontades coincidam". Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.



sábado, 26 de março de 2011

"Cultive, cuide, queira bem, o resto vem."

Eu comecei minha faxina.
Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas)
eu coloquei dentro de uma caixa e joguei fora (sem apego, sem melancolia, sem saudade)!
A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.


"Vou ser feliz, sem me importar com o que isso irá causar aos outros…
o importante é que não estou fazendo mal a ninguém, pelo contrário!
Estou apenas enterrando as impurezas e toxinas da minha vida e deixando brotar uma bela e frutífera árvore" (Caio Fernando Abreu)

"Encerrei um ciclo, fechei a porta, mudei o disco, limpei a casa...
Que venha a próxima etapa!"




 "Porque esta vida é árdua pra não perder o juízo."
(Itamar Assumpção)
 
 

quinta-feira, 24 de março de 2011



“Não me venha com meios-termos. Com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma... e falta de ar.” (Clarice Lispector)

Aceite minhas falhas que hoje me definem e me limitam, mas diga o que for preciso pra me corrigir.
O telefone não toca e se você não conhece o desespero do silêncio, apenas aceite.
Perdoe-me a indelicadeza, a maneira bronca no convívio humano. 
Tem um dicionário inteiro de termos ainda não criados para falar sobre mim.
Não sei o que, não sei o motivo, não sei como.
Não explico, nem me importo. Apenas sou. E isso tem que bastar.
Falta-me a consciência de amar. Sobra-me o medo de ser mal entendida.
Você me pergunta se eu não tenho coração.
Eu tenho. Tenho um coração vazio de ódio ou amor.
Se você não consegue ouvi-lo é porque não faz ele bater.

"Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro." (Caio Fernando Abreu)




“Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra.”

(Luíz Fernando Veríssimo)

As pessoas vão te machucar,
mas você não pode usar isso como uma desculpa para magoar alguém.

"Amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil."
(Martha Medeiros)





"Amar não é aceitar tudo.
Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor."
(Vladimir Maiakovski)


As vezes você tem que aprender a amar o que é bom pra você.



"Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada."

A melhor parte de estar bem com você mesma e com sua vida
é que você passa a ignorar todos que tentam tirar tua paz!


"Ninguém é o que parece ou o que aparece.
Todo mundo é só a ponta do seu iceberg." (Luíz Fernando Veríssimo)
 

Conhecemos um do outro só a superfície.
É como uma chuva rápida que cai no fim da tarde.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Não crie ilusões, tente se dar bem com o que você tem!

Férias


Estou tirando férias de mim. Férias das dúvidas que me derrubam, das ilusões que me levantam, porque tudo isso é muito temporário. E viver assim de pouquinho, sem nenhuma fixação, às vezes cansa. Esperar cada novo dia, cada novo olhar pra saber se posso ser feliz, não me faz feliz de verdade. Não existe ninguém que pode me fazer mais feliz hoje, e ter essa consciência muda o humor, muda a disposição, muda as vontades.
Sabe o que é? As pessoas não me fazem bem!
Minha idealização delas me engana por um tempo, mas saio fatalmente mal das relações que eu invento. Então por que não me curtir um pouco, me sentir mais leve, mais bonita, mais interessante, já que o fantasma da obrigação de agradar não está me seguindo?
Essa é uma daquelas fases de sorrir e não querer saber o motivo, de férias mesmo. De tudo que eu me cobro todos os outros dias do ano, depois me cobro por não ter tempo de cumprir.
Eu cansei de não me satisfazer comigo, não me guardar pra mim. De estar sempre escorrendo, vazando pelas beradas. Tem mais que vento dentro de mim, mas isso é meu. Não faz diferença eu agir como uma pessoa superficial e querer explicar pra todo mundo que eu não sou.
Não vou ceder, não vou me preocupar. Vou entrar em férias de mim, balancear os pneus, checar o óleo. Vou me amar. Pra depois tentar, quem sabe, amar alguém.

Verônica H.

terça-feira, 22 de março de 2011

Todo mundo precisa se perder um pouco para aprender a se encontrar.

Libertação


Libertar-se de algo é um sentimento incrível. Sentir-se livre de coisas que te prendiam, que te escravizavam, que só te faziam mal, é algo único. O ser humano anseia por liberdade seja qual ela for. Muitas vezes estamos presos a coisas que não nos damos conta. Enquanto está tudo bem, você não nota, mas a partir do momento que não consegue viver sem algo ou alguém, e começa a fazer certas "loucuras" você pode ter certeza que está a preso a alguma coisa. E se está assim, você precisa mesmo é ser liberto.
Quando algum sentimento te fere, te machuca e te destrói, é porque ele não é algo bom para sua vida. Amar demais não é bom se isso prejudica você e os demais ao seu redor. Fazer coisas para se divertir sabendo que está errado, também não é algo bom.
Precisamos de libertação para vivermos melhor. Quando nos sentimos livres de alguma coisa, somos mais felizes. Nos sentimos aliviados, harmonizados, de bem com a vida e com o mundo e tudo parece ser mais fácil. Não que isso seja para sempre, pois sabemos que a vida não é sempre tão gentil assim.
Eu, particularmente, não acredito que "uma vez liberto, sempre liberto".  Isso não existe, mas você pode trabalhar em si mesmo para que você não tenha uma recaída.
Não é fácil trabalhar na sua constante liberdade. Para isso, precisamos estar focados. É como se fosse um tratamento de reabilitação. Se você não colocar limites a si mesmo, você volta para as "drogas". E assim como as drogas, voltar para essa prisão é mais fácil ainda, mas a liberdade se torna cada vez mais difícil e impossível.
Tudo que seja vício, sentimento de posse, obsessão, sentimento irreconciliável com alguém, e traumas são exemplos dessa prisão. Em alguns casos até se torna doença. É preciso ter toda a força de vontade e se manter forte para que a liberdade venha ser seu amigo.
Não estou querendo dar conselhos sobre as coisas da vida. Apenas tiro de experiências minhas para que possa servir de consolo ou instrução para quem procura. Se você está preso a algo, liberte-se, e verá que a liberdade é um sentimento incomparável!

Estamos cavando nossas próprias sepulturas.
Eu era apenas uma garota andando por aí... Carregando apenas pedaços em minhas mãos. Pedaços do meu coração. E onde devia estar o coração, apenas um buraco. Um lugar preenchido com medo, insegurança e solidão. Sentimentos que, aos poucos, me devoraram. Em minhas mãos pedaçoes daquilo que um dia já foi abrigo para alguns, mas que agora, nada mais era do que ruínas. Com esses pedaços, corri desesperadamente para alguns... Muitos me ignoraram, e poucos acharam que tinham solução. Corri para alguns com bolhas de sonhos. Com suas agulhas tentaram costurar meu coração, mas as mesmas furaram as bolhas e a linha era de má qualidade que descosturou, tornando pior o que já estava feio.
Sem esperança.
Sem sonhos.
Apenas mais medos, mais insegurança, mais dores. Desesperada e sem saber o que fazer, chorei. De dor, de raiva, de medo, de tudo. Afinal, onde estava a solução?
Até que Você me achou!

Enxugou minhas lágrimas, e não tentou colar meu coração ou costurá-lo, mesmo sendo capaz disso. Você fez algo muito melhor. Pegou os pedaços para si e me entregou um coração novo, com novos sonhos, novas esperanças. Quando olhei para Suas mãos, vi que haviam cicatrizes... Como se estas, tivessem sido perfuradas. Compreendi que haviam sido perfuradas por mim!
E o coração que Você me entregava, era um coração igual ao Seu!
Porque Você morreu a minha morte, para que eu vivesse a Sua vida.


Patrícia Geiger

domingo, 20 de março de 2011

As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras,
que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante.
Coloque sua maquiagem e um sorriso no rosto. Levante a cabeça e seja forte.
Porque o mundo não precisa saber que você passou a noite chorando.
(Marilyn Monroe)

"As coisas estavam tão boas que podiam se tornar muito ruins,
porque o que amadurece plenamente pode apodrecer." (Clarice Lispector)
Mude! Mas comece devagar... A direção é mais importante que a velocidade.

De um pouco, de um tudo.

Quando alguém especial entrar na sua vida agarre mas não sufoque. Cuide e o deixe andar sozinho. Entenda e não julgue. Diga o que pensa mas, com carinho. O ajude a renovar as esperanças quando se sentir desacreditado mas não iluda. Ofereça companhia e saiba quando deixá-lo sozinho. Não omita, muito menos minta, saiba a hora certa pra dizer. Aconselhe mas não obrigue a nada. E o mais importante: ame e não exija nada em troca. São os detalhes que fazem toda a diferença. Oferecer pouco de si para o outro é desinteressante. Oferecer demais é querer criar uma cópia de si mesmo. Saiba dosar!

sábado, 19 de março de 2011

  "Tolo é aquele que naufragou duas vezes os seus navios
e continua culpando o mar." (Publílio Siro)

Meu chão eu fiz de mola.'

Eu vou nomeando meus sonhos um por um. Colocando metas, fazendo projetos,
com os dedos cruzados e minhas melhores vibrações.
Claro que eu me frustro, faz parte da vida! Mas meu chão eu fiz de mola. Posso cair todos os dias, mas o resultado da minha queda é o impulso.
A gente batalha tanto pra perder a inocência e finalmente enxergar as coisas com clareza, que nos permitimos endurecer durante o caminho para finalmente alcançarmos este estado.  Nem tudo que a gente conserva de puro merece ser abandonado. Assim, como os anos não anulam o que já foi vivido, a maturidade não anula o que já foi sonhado!

Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras.
(Clarice Lispector)
Eu sei que você não vai entender hoje... Talvez nem amanha ou depois. Porque neste momento parece que você "precisa", mas acredite: o tempo é sábio e os acontecimentos fazem parte de um processo que nem sempre é dominado por nós. Podemos e devemos planejar o que queremos, mas a idéia de "necessidade" não pode sacrificar cada passo que devemos trilhar. O tempo me ensinou que ignorar os sinais é inútil, que ao contrário, devo treinar meus ouvidos e sentidos para entender cada 'não' recebido. Se o caminho não vale a pena, não rejeite fazer um desvio. O importante é nada nem ninguém tirar você da sua rota.

A gente precisa é saber criar espaço.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. (...) A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos.
(Ana Jácomo)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Foto: "Bebê é encontrado depois de três dias do Tsunami"
Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos. Milagre é quando o incerto nos abraça depois de nos atingir cruelmente com sua fúria. É quando respirar vira quase um suspiro de alivio e a vida devolve o sorriso como forma de retribuição por todo sofrimento. É o instante teimoso que resiste bravamente a um duro percurso e mantém-se em pé amparado pela força divina. É a decisão que escapa de nossas mãos, mas que antes de cair agarra-se com toda força a uma segunda chance. Milagre é o improvável gesto de carinho que impulsiona o ser humano a não deixar de acreditar.

terça-feira, 8 de março de 2011


Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e pra seduzir somente o que me acrescenta. (...) Não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma e falta de ar! Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades! Tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.
Eu vou correr até alcançar, e encontrar algum lugar pra ficar com você.
Quero que saiba que escrevi seu nome dentro do meu coração.
(Jonathan Correa)


"É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar."

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nunca acredite facilmente no que lhe dizem.
Você sabe, eu sei: as pessoas mentem.
Um milhão vezes zero é zero.
Ou seja: não coloque sua intensidade onde não tem nada.
(Tati Bernardi.)

Tem gente que sabe meu nome e, só por isso, acha que me conhece.
Beleza não é nada se você tiver uma atitude podre.
É como um livro com uma boa capa, mas com a história sem sentido.
"Todo mundo, o tempo todo, tenta dizer como você deve ser."
(Avril Lavigne)
É exatamente assim '-'
Aos poucos a gente vai mudando o foco.
E o lugar nem te acrescenta mais, você começa a precisar de outros lugares.
E de outras pessoas. E de bebidas mais fortes. Nem pensa.
Vai indo junto com as coisas.
(Caio Fernando Abreu)
Agrade apenas quem te faz bem, te completa, quem vale a pena, quem possa te fazer sorrir.Porque o resto, como já diz o nome, é resto.
Nunca subestime uma mulher que sangra 5 dias todo mês e não morre!
"Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso. Lembrei-me do que deveria ser óbvio, mas nem sempre é: que cada dia, cada hora e cada minuto merecem ser apreciados."

domingo, 6 de março de 2011

Não sou completa. Completa lembra realizada. Realizada é acabada.
Acabada é o que não se renova a cada instante da vida e do mundo.
Eu vivo me completando... mas falta um bocado.

(Clarice Lispector)
Money que é good nóis num have.'
Não fale, não conte detalhes, não satisfaça a curiosidade alheia.
A imaginação dos outros já é difamatória que chegue!
(Martha Medeiros)

Preguiça não pode ser um pecado tão terrível...
Afinal, é ela quem me impede de cometer os outros 6 pecados. '-'

dream

Um exemplo de vida.


Quase ao término da missa dominical o sacerdote perguntou aos fiéis:
- Quantos de vocês conseguiram perdoar seus inimigos?
A maioria levantou a mão.
O sacerdote repetiu a pergunta com maior ênfase e então todos levantaram a mão, menos uma pequena e frágil velhinha.
- Dona Mariazinha, a senhora não está disposta a perdoar a seus inimigos?
- Eu não tenho inimigos! - Respondeu a velhinha.
- Dona Mariazinha, isto é muito raro! - Disse o sacerdote, e perguntou:
-Quantos anos a senhora tem?
- 93 anos.
O público presente na igreja levantou-se e aplaudiu entusiasticamente a idosa.
- Minha doce senhora - Clama o sacerdote - Conte para todos nós como se vive 93 anos e não se tem um único inimigo?
A dulcíssima velhinha se dirige ao altar e diz em voz solene, olhando para o público emocionado diz:
- É que já morreram todos, aqueles grandes filhos da puta!

sábado, 5 de março de 2011

Dedicada à Arianne Ricardo.
Vou te dar um passaporte só de ida pra Índia!
Vão te receber muito bem, afinal, lá as vacas são sagradas!
Não precisa agradecer, fofa! Viu como eu me importo com você?